domingo, 18 de janeiro de 2009

We must agree or disagree of the modernity?

Some people prefer the building of the factory, other believe which this it is bad. Nowadays some may hold the opinion that a building of the factory in our community will bring several benefits for community as increase, development and enlargement, but others have a negative attitude. Accord them a building like this is very much dangerous to the people health. As far as I am concerned, I agree that a new factory in our community will be a great undertaking as for our community such for living standard of people in the community. My arguments for this point are listed as follows.
One of the primary cases is a large possibility of the people to get job and so they can improve their life stilly. For example, if somebody to get a good salary by a good job he can give good feed to his family and to put their sons and daughter in good schools. In consequence we will have more people in our city, other investments from out, for example, from news entrepreneur; more construction like stores, restaurant, schools, edifice to rent and other things like this. The factory can invest on amusement and culture like theater, sport and so on.
But there is a further more subtle point we must consider. For example, some people raise doubts about the pollution of the air and of the changing of the landscape. They argue that factory produce a lot of waste that can be dangerous to the environment and in result to the people health. Especially if that waste get away to rivers and free air. But they forget that nowadays the modern technologies have made today’s factories technology intensive and brought pollution to the minimum.
General speaking, the building of the factory is always an advantage for any community. But, even though a building like this can bring some disadvantage to our community we recognizing the fact that modernity sooner or later will come for our home and this should drive us to conclude that we must agree with installation of the factory because we must not stay in ancient time. By Alderlei Almeida

Um comentário:

irlamatos disse...

alderlei sou "EU" LENE, acho que sou eu, caso eu estiver certa entre em contato comigo.LENE?

Boas Vindas

Olá, você acabou de entrat no blog O Ser da Questão, agora é com você. Lembre-se que o mundo não para, portanto, o que é hoje pode não ser mais amanhã... em ambos ou trambos os santidos e você pode nem mesmo ser você, pois, segundo Alfred Tenninson, tu não podes provar que eu que falo contigo não sou tu conversando contigo mesmo, pois nada que valha a pena provar, pode ser provado ou negado, portanto, sê sábio, uni-te sempre ao lado mais claro da dúvida e apega-te a fé além das formas de fé.

Um tributo a Jean Genet

Por Alderlei Almeida

Quero falar e indicar aqui apenas um autor que me impressionou muito devido a sua originalidade e irreverência. Jean Genet em O balcão, um importante dramaturgo apresenta o que seria uma representação da sociedade decadente, onde os conflitos fazem-se habituais. Trata-se de uma crítica à hipocrisia na qual estão mergulhadas as relações de poder na sociedade, onde ninguém é suficientemente confiável, e na qual o interesse move todas as ações. O teatro, portanto, acaba por tornar-se a representação de uma farsa que é a realidade.


A obra O balcão de Genet, escrita para ser dramatizada é apresentada em nove quadros. O título é uma perfeita definição da obra por uma única palavra. Nele o autor insere todo o significado da peça como se de repente pretendesse empacotá-la para nos presentear. Não há indicação sobre o gênero, tal como acontece, na maioria das vezes, com o teatro modernista.
É apresentada por vinte personagens cênicos (ou atuantes) com referências a vários outros, como é o caso do Quadro IV onde são necessários três atores para representar um velhote, cuja imagem deve estar refletida em três espelhos, ou ainda dos revoltosos que são apenas mencionados para melhor contextualização do enredo, entre outros. As indicações cênicas são constantes e estabelecem o andamento do texto como também as ações dos atores. Os nomes das personagens seguidas pelos espaços em brancos demarcam as falas, que variam entre o laconismo e exposições maiores com predominância deste, havendo fala até com vinte e uma linhas — sem indicações cênicas — como é o caso de uma das falas do Bispo. (pág 147 e 148)
A peça se desenvolve em dois planos: num visual, onde as personagens contracenam no cenário exposto à platéia, e em outro plano suposto onde elas contracenam fora da visão dos espectadores sendo vistos apenas por Irma que faz a revelação da cena de forma bem resumida. Na peça a ação das personagens é ininterrupta. Quando elas saem de cena, ou não estão em cena é em função da sua própria estória (ou função na peça), e nunca por acaso. É como se a peça não tivesse bastidores. Quando a personagem sai é dito o que ela vai fazer sugerindo ao público a atividade de várias cenas simultâneas.
Jean Genet descreve com detalhes todo o desenvolvimento da obra, como as marcas e indicações cênicas, o figurino e o cenário, se preocupando em utilizar dois recursos imagéticos e de simbologias grandes que se transformam nas principais características alegóricas da peça: os espelhos que são o principal recurso alegórico e o figurino exagerado que torna as personagens maiores, cuja função, é a de imprimir poder aos personagens.
Em fim, a obra a é um teatro que acontece dentro de outro teatro, onde atores representam outros atores que representam figuras importantes da sociedade. Dessa forma Genet realiza a grande farsa que ele acredita ser a vida.
O que primeiro nos impressiona na obra O balcão, de Jean Genet, é o título ¾ O balcão. Não que os títulos não sejam levados em contas em outras obras, mas, neste caso específico, ele é sugestivo de tal forma que é difícil imaginar a obra sem ele. Parece-nos ser um caso raro de combinação perfeita entre título e obra, uma vez que ele, praticamente já encerra em si, todo o significado da própria obra.
Assim como Genet utiliza os espelhos para fazer uma alegoria da sociedade, emprega um balcão para fazer a alegoria da sua obra. Um balcão é uma peça de uma loja (e congêneres), onde as pessoas expõem “coisas” para serem analisadas e “compradas”. A obra de Genet é isso, um grande balcão. Uma exposição onde ele derrama a sociedade perante os olhos atônitos das pessoas estarrecidas pelas suas próprias misérias. Na obra, as mazelas humanas são expostas e analisadas sem a hipocrisia que segundo o autor regula o comportamento humano.
Os personagens de O balcão são representes da sociedade organizada. O Bispo, o Juiz, o Carrasco: Arthur, o General, o Chefe de Polícia, o Velho, Roger, o Homem, Um dos revoltosos, o Enviado, o primeiro, o segundo e o terceiro Fotógrafo, o Mendigo: o Escravo, Irma: a Rainha, A mulher, A ladra, A moça, Carmen e Chantal que acaba se tornando um símbolo-mártir da revolução, uma espécie de santa. Genet trouxe a sociedade para o teatro. Ou melhor, Genet traz a sociedade para o teatro para se ver, neste caso o teatro (a peça) seria o espelho maior onde os próprios espectadores se vêem.
Expondo as personagens, o autor estar expondo a religião, a justiça, o poder, e o estado, de um lado e o seu oposto do outro. Além do mais, ele expõe a própria raça humana no seu próprio teatro das ilusões. O ápice da ironia acontece no último quadro quando ele nos revela que o Império é o bordel e Irma a rainha que a tudo decide.
O balcão é uma obra moderna por excelência, pois apresenta vários dos aspectos caracterizadores do modernismo, além da atualidade impressionante que ela nos revela. Genet faz de sua obra um momento de sublime extrapolação das verdades escondidas ou falsificadas presentes nas atitudes humanas. A ousadia, então, parece até redundante tentar descrevê-la na sua totalidade. Genet opta pelo não convencional dando à sua obra um caráter extragenérico numa mistura de gêneros com aspectos diversos.
Apesar de todas as indicações cênicas que o autor faz, a obra nos dá a impressão de ser bastante aberta. E a sua originalidade nos autoriza uma reeleitura a cada tentativa de representá-la. Por exemplo, hoje, poderia ser representada em um único cenário com todos agindo simultaneamente, resguardado a inteligibilidade das falas e a compreensão das cenas. Poderia o cenário ser montado em passarelas bamboleantes com muitas cordas onde os atores pudessem subir, descer, passear sobre elas num verdadeiro exercício de equilíbrio. Além de muitas cores vivas, poderiam ainda ser usados objetos eróticos pendurados nas cordas, como preservativos e outros. O figurino, resguardado a característica da personagem, poderia ser de roupas reflexivas. E os atores poderiam representar como se estivesse ensaiando e não na representação real. Em fim, isto é apenas um esboço do que poderia ser feito nos dias de hoje sem fugir ao projeto inicial do autor. Levando-se em conta que o mais importante é a ilusão e a farsa.